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8 ideias simples para passar bons momentos com os seus filhos
Tema: [Educação]
Fale com os seus filhos desde o dia do seu nascimento (ou até antes).

Toque e abrace os seus filhos.

Dê atenção aos seus filhos quando eles se dirigem a si.

Leia para os seus filhos todos os dias, desde tenra idade.

Cante (e, se souber, toque um instrumento) com/para os seus filhos sempre que puder.

Diga "sim" tantas vezes como diz "não".

Esforce-se para que os seus filhos vivam num espaço organizado.

Defina limites. Imponha disciplina mas com calma, sem brusquidão.

www.educacao.te.pt
2006-10-19 
Como enfrentar as birras
Tema: [Educação]
Transforme a birra numa prova de amor e faça o seu filho dar mais um passo em frente para a idade adulta.

A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir. Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes! Nesta fase, as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.

A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder. Esta fase da "afirmação do eu" faz parte do crescimento normal da criança, do conquistar de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É um claro sinal de crescimento! E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas. A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com uma determinada firmeza.

Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra então há que lidar com ela com calma e firmeza. Firmeza não implica ser agressivo, pelo contrário, alie a firmeza à suavidade.

Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer "não", deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional. A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general. A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do "não": "Não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo..." Expresse empatia e diga-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: "Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste. Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma valente dor de barriga, mas a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha." Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o. É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ela não se alterará. Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.

Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso. Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público. É claro que nem sempre é possível, por exemplo, poderá tornar-se perigoso se o fizer na via pública. Neste caso será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e levadas até ao fim.

No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história. As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice. Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas não caia em tentação.

A birra permite também à criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com a sociedade e a uma boa integração na comunidade. As regras são fundamentais.

Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.

Autora: Susana Nunes (Interna Complementar de Pediatria; Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga)
Texto retirado de: www.educare.pt

Susana Nunes
2006-10-08 
Organizando o local e os materiais de estudo
Tema: [Educação]
Ajudar as crianças ou os jovens a adquirirem hábitos de arrumação e de organização não é fácil. Prepare-se para muitas sessões de "resmunguice"ou de protestos.

D.ª Antónia chegou a casa. Não havia dúvidas de que Filipe, o seu filho de dez anos, tinha chegado antes dela. A mochila no meio do hall, as sapatilhas mais adiante, a bola logo a seguir, num rasto que se prolongava desde a porta de entrada até à do quarto dele, não enganavam ninguém. Lá estava ele, sentado à mesa, com tanta atenção ao computador que nem deu pela presença da mãe. Olhando para a desarrumação da mesa (em que cadernos se misturavam com embalagens de iogurte vazias, caixas de CD, berlindes e outros brinquedos) e do chão (em que também havia cadernos à mistura com roupa, brinquedos e chinelos), D.ª Antónia decidiu pôr ponto final a esta desarrumação. Ainda nessa manhã tinha havido discussão e atraso na saída de casa, porque o Filipe não conseguia encontrar a régua nem o caderno de Matemática, essenciais para as aulas desse dia.

Quem não conhece ou vive histórias idênticas? Quem não desespera com o atraso dos filhos, à hora de saída para a escola, por insistirem em preparar o material em cima da hora e não o conseguirem encontrar devido à desarrumação? Como evitar estes problemas? Aqui ficam algumas sugestões, acompanhadas da recordação do provérbio "De pequenino se torce o pepino." Com efeito, se começar a habituar os seus filhos a arrumarem e organizarem os seus materiais escolares, desde a sua entrada para a escola, mais facilmente eles aceitarão essas normas e adquirirão os hábitos necessários para as praticarem continuadamente.

1. Arranje, com o seu filho, um espaço exclusivamente destinado à arrumação dos materiais escolares e ao estudo. Nesse local não devem existir brinquedos nem outros objectos que o possam distrair enquanto estuda.

2. Habitue o seu filho a arrumar todo o material escolar logo que chega a casa. Não aceite mochila, livros ou outros materiais espalhados por toda a parte e não arrume as coisas por ele.

3. Habitue o seu filho a preparar o material para a escola sempre de véspera. Desta forma haverá tempo de procurar alguma coisa que possa não estar à mão.

4. Peça ao seu filho que coloque o horário escolar no espaço de estudo, em local bem visível. Isso facilitará a organização do estudo diário e a preparação do material a levar para a escola em cada dia.

5. Será conveniente que a arrumação não seja uma característica exclusiva do local de estudo e se alargue a todo o quarto e a todos os pertences do seu filho. Habitue-o a arrumar os brinquedos, a roupa suja e outros objectos que se possam ir acumulando pelo quarto ou pela casa.

Ajudar as crianças ou os jovens a adquirirem hábitos de arrumação e de organização não é fácil. Prepare-se para muitas sessões de "resmunguice"ou de protestos. Escutará os mais incríveis argumentos a favor do adiamento da tarefa ou contra a necessidade da sua execução. Muitas vezes os pais acabam por desistir, porque preferem o trabalho de arrumar ao desgaste de discussões desagradáveis, quando já estão cansados de um dia de trabalho. Não ceda a essa tentação. Diálogo e firmeza são dois ingredientes necessários para o sucesso dessa missão. É preciso explicar os objectivos e negociar as regras, mas também é essencial ser firme na exigência do seu cumprimento.

Estamos no início do ano lectivo. Esta é uma altura ideal para estabelecer regras e desenvolver hábitos correctos, evitando que se instalem hábitos errados. Não se esqueça: coragem, persistência e confiança; diálogo e firmeza!

Autora: Armanda Zenhas (Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores)
Texto retirado de: www.educare.pt

Armanda Zenhas
2006-09-19 
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