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Importância do Pequeno-Almoço
Tema: [Saúde]
O pequeno-almoço é a refeição mais importante, especialmente para as crianças, não só porque precisam de energia para levar a cabo todas as actividades do seu dia, mas também porque põe fim ao jejum nocturno.
Além de satisfazer as necessidades nutricionais das crianças, um bom pequeno-almoço é meio caminho andado para um bom rendimento escolar.
Como a alimentação influencia o crescimento infantil, deve-se optar por uma refeição o mais equilibrada e completa possível.
É essencial ensinar o seu filho a tomar o pequeno-almoço em casa, dando-lhe tempo e tornando-o uma refeição agradável.
Eliminar o pequeno almoço pode provocar vários perigos para o seu filho, como:
- cansaço, perda de força e reflexos;
- irritabilidade, sonolência;
- maior tendência para doenças infecciosas e gastrointestinais;
- confusão mental, cefaleias e problemas da articulação da fala.
A falta do pequeno-almoço vai fazer com que a criança fique com mais apetite para as próximas refeições, onde irá, provavelmente, comer em demasia, o que proporciona uma digestão lenta, diabetes, celulite e obesidade.
O pequeno-almoço deve respeitar o equilíbrio geral e incluir uma adequada proporção de proteínas, hidratos de carbono, gorduras e micro-nutrientes.
O que deve comer:
- lacticínios (fornecem proteínas, minerais e vitaminas);
- cereais; pão de mistura, tostas, flocos de cereais (fornecem fibra, proteínas vegetais, ferro e vitaminas);
- frutas frescas (fornecem vitaminas, betacarotenos e fibras).
O que deve evitar:
- alimentos doces ou com elevado teor em açúcares;
- alimentos com elevado teor em gorduras (fritos, folhados e salgados).
Externato Sol Nascente
2009-10-16
As crianças e a televisão: Riscos
Tema: [Educação]
As crianças com menos de 8 anos, têm muitas dificuldades em entender que a publicidade é uma forma de vender um produto, tornando-se assim impossível ver qualquer defeito no objecto anunciado.
Os riscos de ver muita televisão são bem conhecidos e estudados.
Violência
A violência na televisão surge como uma ameaça ao seu filho de duas formas diferentes. Em primeiro lugar, embora os pais queiram transmitir aos filhos que a violência e a agressividade não são o melhor caminho para a resolução de problemas, muitas vezes a televisão apresenta-a sob o ponto de vista dos "bons", dos heróis que simplesmente fazem justiça e dão aos "maus" aquilo que eles merecem, transmitindo a ideia errónea de que, dependendo de quem a pratica e das suas intenções, a agressividade é um acto justificado. Por outro lado, ver cenas de violência pode assustar a criança, de formas variadas dependendo da sua idade. Dos 2 aos 7 anos, a criança fica particularmente assustada com cenas que apresentam figuras grotescas como bruxas e monstros, pois nesta fase tem ainda alguma dificuldade em distinguir a fantasia e a realidade. Mais tarde, dos 8 aos 12 anos os medos associam-se a cenários de desastres naturais, guerras ou situações em que as crianças são vítimas, quer estas sejam apresentadas em ficção, nas notícias ou em reality-shows.
Comportamentos de risco
Quem vê televisão sabe que quer em séries de ficção, filmes ou anúncios, comportamentos de risco como o consumo de álcool, drogas ou tabaco são apresentados como sendo cool e normal, não apresentando muitas vezes as reais consequências destes hábitos. Da mesma forma, a actividade sexual é muitas vezes banalizada e descontextualizada, não se dando qualquer importância ao perigo de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência e outras doenças problemáticas que daí poderão advir.
Obesidade
Bem conhecida e comprovada é a ligação entre a televisão excessiva e a obesidade infantil, esta última constituindo já um grave e preocupante problema de saúde pública. As razões desta associação são óbvias: por um lado, se uma criança passa grande parte do seu tempo a ver televisão (actividade que não exige grande dispêndio de energia), passa menos tempo a realizar actividades menos sedentárias como jogar à bola, ou às escondidas, que exigem que corra ou se movimente, tornando-o mais susceptível ao aumento de peso. Por outro lado, a criança é bombardeada constantemente com anúncios de alimentos "fáceis", apelativos e altamente energéticos como os snacks, hambúrgueres, chocolates, gomas, batatas fritas e bebidas gaseificadas, que ainda por cima associam muitas vezes a oferta de brindes (dos heróis da TV mais conhecidos), tornando-as absolutamente irresistíveis para qualquer criança. Esta combinação de sedentarismo com alimentos de elevado teor calórico é uma das grandes responsáveis pela epidemia do século XXI como já é apelidada a obesidade!
Alteração dos padrões de sono
O risco de vermos alterados os padrões de sono das nossas crianças pelo facto de verem muita televisão apresenta-se sob duas formas: a primeira, e decerto bem presente no dia-a-dia de muitas famílias reside na dificuldade que muitos pais têm em arrancar os filhos da frente do ecrã na hora de deitar. Cada vez mais programas com conteúdos apelativos para os mais jovens passam a horas tardias, fazendo com que muitas vezes o sono seja preterido em detrimento deste ou daquele programa. Deste modo a criança deita-se mais tarde, mantendo a hora de levantar, ficando privada do sono tão essencial para o seu normal desenvolvimento e rendimento escolar. A outra forma da afectação do sono prende-se com o conteúdo dos programas a que a criança assiste. Nos mais novos, figuras agressivas (monstros, bruxas, etc.) geram medos e angústias que podem perturbar o sono causando insónia ou terrores nocturnos. Nas crianças mais velhas, que assistem frequentemente aos noticiários, pode levar a uma certa ansiedade e medo de acontecimentos muitas vezes aí reportados como crimes violentos, guerras ou catástrofes naturais.
Publicidade
A publicidade é um dos grandes perigos da televisão, não só por influenciar aspectos como a obesidade e os comportamentos de risco, como pela ansiedade que pode causar na criança que quer ter determinado produto altamente publicitado. Isto pode constituir um grave problema para os pais na medida em que o filho simplesmente exige o objecto anunciado, causando muitas vezes rivalidades e disparidades entre os pares (os amiguinhos que têm e os que não têm). As crianças com menos de 8 anos têm muitas dificuldades em entender que a publicidade é uma forma de vender um produto, tornando-se assim impossível ver qualquer defeito no objecto anunciado, tornando-o ainda mais apelativo.
Por fim, alguns conselhos para os pais que querem tornar a televisão uma actividade mais segura para os seus filhos:
- Retire a televisão do quarto das crianças e coloque brinquedos, jogos e outras alternativas apetecíveis na divisão onde esta se encontra.
- Desligue-a na hora da refeição, privilegiando assim um momento de convívio em família.
- Seleccione os programas mais adequados de acordo com a idade da criança, e idealmente, veja-o com o seu filho - isso proporcionar-lhe-á uma forma de filtrar conteúdos, bem como ir explicando e educando à medida que o programa decorre.
- Discuta as suas preocupações com outros pais e professores, assim poderá evitar que o seu filho seja o único que não vê este ou aquele programa, sentindo-se de certa forma diferente.
- Veja também poucas horas de televisão: além de dar o exemplo, é mais tempo que poderá passar com o seu filho a praticar desporto, ler ou simplesmente brincar...
Joana Dias com a colaboração de Augusta Gonçalves, pediatra do Hospital São Marcos em Braga
www.educare.pt
2008-10-01
Os Pais e a Escola
Tema: [Educação]
A escola, ao contrário do que muitos pais pensam, não é "aquele lugar" onde as crianças passam os dias, com a obrigação de aprender alguma coisa e onde os professores têm todas as responsabilidades.
A escola faz parte do quotidiano familiar da criança e os pais devem estar envolvidos em todo o processo de aprendizagem.
Pode-se dizer que a escola é um prolongamento do lar, onde o aluno se socializa com os outros e partilha a sua rotina pessoal. Assim, a colaboração dos pais com os professores ajuda a resolver muitos dos problemas escolares dos filhos.
O conhecimento do que se passa na escola, quais os seus princípios educativos e quem são os professores, capacita os pais a participarem mais activamente na vida escolar do seu filho. É necessária, então, uma interacção contínua entre todas as partes envolvidas.
Para os pais, participar na escola não deve ser só "receber informações". É preciso que façam sugestões e tomem algumas decisões em conjunto com os professores.
Aliás, os professores e pais não se devem ver como inimigos. São ambos um complemento importante na educação das crianças.
Infelizmente, muitas vezes, as causas da abstenção dos pais na vida escolar dos filhos passa pelos seus rígidos horários de trabalho. Acompanhar o percurso escolar da criança, neste aspecto, torna-se bastante difícil, principalmente quando se está cansado e com falta de paciência.
Desta forma, e uma vez que pode não ser possível participar mais activamente, o ideal é que os pais participem, pelo menos, nas reuniões trimestrais com o professor/director de turma. Nelas terão oportunidade de se certificar do trabalho escolar que tem sido desenvolvido e receber esclarecimentos.
Sempre que possível, será útil para o bom desenvolvimento escolar da criança o envolvimento dos pais também nos seguintes aspectos:
Pais e Escola
-comparecer na Escola sempre que pedido ou por iniciativa própria;
-participar activamente e cooperar em actividades extracurriculares;
-incentivar a criança a usar a Biblioteca da escola, se existir.
Pais, Filhos e Escola
-incutir nas crianças/alunos a compreensão nítida da necessidade de respeito pelo trabalho, o horário, os professores e as exigências disciplinares da Escola;
-incentivar a criança a participar nas actividades promovidas pela Escola.
Em Casa
-proporcionar um local adequado em casa para que a criança possa estudar e fazer os trabalhos de casa;
-respeitar algum silêncio quando a criança estiver a fazer os trabalhos de casa, para que seja um momento de concentração que pemita uma melhor apreensão dos conteúdos das aulas.
-estabelecer, em acordo com a criança, um horário para a realização dos trabalhos escolares.
Em Geral
-procurar criar o hábito de ser assídua e pontual às aulas;
-atribuir pequenas responsabilidades, ajudando a criança a organizar-se nas actividades escolares para torná-la mais independente e segura de si;
-mostrar interesse em tudo o que a criança realiza, incentivando-a nas pesquisas e esclarecendo dúvidas, sem, no entanto, fazer os trabalhos por ela;
-favorecer o seu desenvolvimento de acordo com sua capacidade, não fazendo comparações com os colegas, mas estimulando-a a superar-se;
-ser optimista perante a vida em geral, criando um ambiente positivo.
Acima de tudo, lembre-se que a escola é também um local de trabalho. É preciso que as crianças tirem o máximo partido do tempo que passam com os colegas e professores e que o façam de uma forma responsável e sentindo que têm todo o apoio que os pais lhes podem dar.
www.junior.te.pt
2008-04-13
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